O Poeta
Passos rodam como o relógio
No compasso do insuportável.
E não se faz poesia.Sou poeta
E faço vida.
Se não sou a poesia
Morto estou,
Pois ouvindo o relógio
Minha alma se perdeu!
de Hélber Augusto Reis Borges
Santa Bárbara d' Oeste - SP
....
Como surgiu a poesia?
Todos contam, que Odin saiu de casa
e foi para onde seus nove servos cortam feno
Perguntou: Querem afiar-lhes essa foice?
Responderam: Sim - e ficaram satisfeitos
O afiador, quiseram-lhe comprar
- Só vendo por um preço justo,
Então Odin jogou o afiador acima
Para aquele que pegasse, fizesse uma rima
Todos se entrelaçaram, queriam o afiador
Aqueles que se entrelaçaram para pegar,
mal conseguiram ver,
suas cabeças, para baixo rolar.
Desesperado Odin pediu um albergue
para aquele gigante, o Baugi, irmão de Sattung,
que não tinha mais dinheiro,
E vinha em desespero.
Odin teve uma ideia, mentiu
- Meu nome é Bölverk,
meus trabalhadores se mataram,
e eu estou sem empregados.
Odin se ofereceu para Balgi se impressionar,
disse que trabalhava por nove,
e por um instante queria ajudar.
E ele conseguiu, ele iria trabalhar.
Mas em troca ele queria um gole,
Um gole de Hidromel,
O Hidromel de Sattung,
Aquele que todos pune.
Baugi não prometei nada,
Sattung poderia ficar nervoso,
Mas mesmo assim "Bölverk" fez o serviço,
Tudo para alegrar-se e se esqueceu do compromisso
O verão acabou, o serviço ficou pronto
"Bölverk" queria o pagamento, pois o inverno estava chegando.
Mesmo contra, Baugi leva "Bölverk", a bela casa de Sattung
No caminho conta uma história, rumo a casa daquele que pune
Sattung é relevante, não aceita a dar Hidromel
Baugi e "Bölverk" tramam um plano,
então Rati, o taladro é chamado
"aquele que perfura as montanhas" em um estalo
Assim o fez, não bem ao certo,
pois Balgi, enganar queria,
"Bölverk" compreendeu,
e não caiu na armadilha.
Quando tudo deu certo,
"Bölverk" soprou a montanha,
transformando-se em uma serpente
Que sumia de repente
Baugi tentou impedir, o taladro quis acertar
Porém "Bölverk" escapou, se arrastou até Gunnlöd
e com ela foi se deitar, para três noites passar.
No final de três noites, Hidromel ele quis ganhar.
No primeiro gole ele bebeu Ódreri,
No segundo gole ele bebeu Bodn
No terceiro gole ele bebeu Són
E assim acabou o Hidromel, que ele tanto apreciou
"Bölverk" assumiu a forma de uma águia,
imponente, linda e veloz ave,
águia que deixava medo,
mas mesmo assim, voou o mais rápido que pode.
Sattung viu a águia passando,
resolveu então, seu Hidromel tomar,
Se transformou em águia também,
e como águia começou a voar
Mas quando Ases viu Odin passando,
Seu cântaro no pátio, foram colocar,
e assim quando Odin passou,
Seu Hidromel, ele foi Gaspar
Sattung se perdeu, e do seu Hidromel não recolheu,
Deixando para trás disse a todos:
- Pode tomar quem quiser, e chamamos a ração de poetastros.
Assim o fez Odin, que passou a andar em Castro
Odin fez uma dádiva,
deu o Hidromel aos Ases, e aos homem que compõe
Por isso que Odin é lembrado,
pela poesia é despojado.
História da poesia. Li um relato incrível sobre a poesia, de onde surgiu, segundo a mitologia nórdica, e amei, era um texto, então, para homenagear esse dia, decidi criar essa poesia, com relatos de Odin, que dizem ser, o verdadeiro apresentador das rimas.
Feliz dia do poeta!
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| Desde os séculos remotos, a poesia se faz presente, desde os mórbidos líricos, até os impressionantes cânticos de hoje. |
Onde o jovem poeta Arthur Rimbaud muda-se para Paris onde se hospeda na casa de outro grande poeta Paul Verlaine, que é casado, e com ele tem uma amorosa tumultuada. Ótimas cenas das reuniões dos poetas franceses da época e grandes atuações de Leonardo DiCaprio e David Thewlis.
Espero que gostem da poesia,
e se sintam lisonjeados por esse dia,
porque dentro de nós,
sempre há um poetisa!

